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Olival

O olival é uma cultura estratégica no desenvolvimento da agricultura portuguesa. Representa um património genético de valor incalculável razão pela qual a fileira oleícola tem vindo a ganhar dimensão em termos de estratégia nacional.

OlivalPelo fato, o arranque e corte raso de oliveiras encontram-se protegidos por lei, só podendo ser efetuado mediante prévia autorização concedida pela Direção Regional de Agricultura e Pescas da respetiva área de influência da exploração.

A cultura do olival encontra-se condicionada ao cumprimento de disposições que visam assegurar a estabilidade ao olivicultor através da promoção de uma adequada regularidade na produção, bem como a constante melhoria da sua qualidade.

Assiste-se a uma maior dinâmica empresarial, com oferta de produtos diferentes, quer de marcas, quer de nomes protegidos, quer no modo de produção biológico, que dão resposta a uma maior procura de produtos de qualidade por alguns consumidores.

As melhorias registadas têm vindo a consubstanciar-se:

  • na instalação de novas plantações com densidades superiores e com sistemas adequados de rega, ao abrigo dos programas comunitários, proporcionando maiores produtividades;
  • no aumento do regadio no olival para azeite nas novas plantações, com aplicação de sistema de rega gota a gota;
  • no arranque e reestruturação de alguns olivais degradados.

Sistemas de qualidade, ambiente e segurança alimentar

O azeite tem, hoje, uma imagem muito positiva junto dos consumidores, quer pelas suas características organoléticas quer pelas suas propriedades benéficas para a saúde. A manutenção e promoção desta imagem têm sido uma das orientações privilegiadas da política comunitária, que tem na sua base a defesa duma política de qualidade, e que se concretiza num quadro regulamentador dirigido, nomeadamente, para a diferenciação dos produtos através da regulamentação das denominações específicas e da garantia da qualidade mínima na ótica da conformidade com os requisitos ambientais e de segurança alimentar.

O olival é uma cultura com grandes tradições e importância determinante em vastas áreas do Continente. Tem associado à sua presença múltiplas funções e valias, que podem contribuir de forma importante para as regiões e populações onde se encontra.

O setor do azeite e azeitona de mesa é considerado estratégico no contexto do Programa de Desenvolvimento Rural. Pretende-se, em consequência, criar as condições mais adequadas para que o setor, dentro do horizonte temporal da programação, possa melhorar a sua organização, se possa modernizar e desenvolver para contribuir, de forma ativa e sustentada, para o aprovisionamento dos mercados interno e externo promovendo, em simultâneo, o desenvolvimento das regiões onde se localiza.

A concretização dos vetores em que devem assentar os apoios para a operacionalização da estratégia deve traduzir-se no conhecimento tão aprofundado quanto possível da realidade do setor de forma a que se possa, com objetividade e transparência, definir as metas e os instrumentos para as alcançar.

O Olival, o Azeite e o Ambiente

O olival é uma cultura de múltiplas valências, que vão desde a sua função económica à ambiental, realçando o seu contributo para a paisagem, ocupando áreas importantes e em regiões desfavorecidas do nosso território. Do ponto de vista ambiental, duas áreas em particular têm sido desenvolvidas nestes últimos anos:

  • o apoio à manutenção ou introdução de práticas mais amigas do ambiente como a proteção e a produção integradas e a agricultura biológica, incentivadas através da contratualização de ajudas agro-ambientais;
  • na transformação, à implementação de novos métodos de extração, introdução de melhorias na armazenagem do azeite e na eliminação dos resíduos. O maior problema ambiental do setor da transformação traduz-se na produção de águas russas e ou de bagaços de azeitona com diferentes teores de humidade, e ainda de resíduos, estes últimos procedentes das operações de limpeza e de lavagem das azeitonas e das embalagens;
  • a uma contribuição positiva para a manutenção do valor natural e paisagístico de algumas regiões.

As condições edafo-climáticas adaptadas à cultura e a sua localização em todo o território, com manchas relevantes em algumas regiões, com importante diversidade de variedades, potenciam os requisitos para a produção de azeite de qualidade.

Para informações consultar, a título de exemplo:

IFAP – Lista dos lagares reconhecidos para a campanha de 2011/2012 em cada uma das áreas de influência das Direções Regionais de Agricultura

IFAP- Formulários: AZEITE

IFAP- Se desejar fazer a sua candidatura on-line deve consultar o Guia do Beneficiário do Pedido Único 2012 para o ajudar no preenchimento do seu formulário Pedido Único 2012

Direção Regional de Agricultura e Pescas - Alentejo

O olival em Modo de Produção Biológico: custos e rentabilidade na região de Moura, Alentejo

Apoios Financeiros:

No âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural – Continente PRODER existem apoios destinados a:

Medida 1.1 – Inovação e Desenvolvimento Empresarial

Ação 1.1.1 – Modernização e Capacitação das Empresas

Ação 1.1.2 – Investimentos de Pequena Dimensão

Ação 1.1.3 – Instalação de Jovens Agricultores

Medida 1.4 – Valorização da Produção de Qualidade

Medida 2.2 – Valorização de Modos de Produção

Ação 2.2.1 – Alteração de Modos de Produção Agrícola

Sub-ação 2.2.3.1 – Conservação e Melhoramento de Recursos Genéticos – Vegetal

Ação 2.2.4 – Conservação do Solo