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Erosão do Solo

O solo é um recurso natural, mas finito, limitado e não renovável. O solo está sujeito a processos de degradação, entre os quais se incluem a erosão, a redução da biodiversidade, a contaminação, a compactação e a subsequente impermeabilização, bem como a salinização. Está, ainda, sujeito ao efeito de fenómenos naturais extremos, como as cheias e os desabamentos de terra, que podem levar à completa perda do solo e inviabilizar a atividade agrícola. A sua taxa de degradação é atualmente muito rápida devido, por um lado, à pressão crescente das atividades humanas e, por outro, à sua lenta capacidade de formação e regeneração.

No seu estado “natural”, um solo agrícola fértil é um solo propício para a instalação de culturas sem aplicação de fertilizantes.

No que respeita à erosão do solo, esta resulta da remoção de partículas da camada superficial do solo, em particular das partículas mais finas, por ação da água e do vento, que as transportam para outros locais, conduzindo à redução da fertilidade, por perda da camada superficial, mais rica em matéria orgânica, nutrientes e organismos vivos, contribuindo para o assoreamento dos cursos de água e das albufeiras, pela deposição dos materiais arrastados, bem como para a contaminação de ecossistemas fluviais e marinhos. Em Portugal, a erosão dos solos provocada pela água das chuvas é a causa mais importante da sua degradação.

Para a exploração agrícola, o solo é um recurso vital para o exercício da atividade, nomeadamente no que diz respeito à produção de bens alimentares e suporte à produção animal. Do ponto de vista da atividade agrícola, a degradação dos solos pode, a prazo, tornar os solos improdutivos. Ao nível da exploração agrícola, a erosão dos solos pode ser resultado de uma gestão inadequada da sua utilização ou ser, ainda, devida a uma combinação de outros fatores, como declives acentuados, fatores climáticos ou ocorrência de fenómenos naturais incontroláveis.

Com o objetivo de prevenir alguns dos processos de degradação do solo, nomeadamente a sua erosão, deve recorre-se a práticas agrícolas que promovam a conservação do solo, nomeadamente:

  • Sementeira direta ou mobilização mínima;
  • Enrelvamento da entrelinha nas culturas permanentes;
  • Uso de rotações culturais adequadas que incluam espécies que mantenham o solo revestido durante a época das chuvas;
  • Uso de uma cultura complementar forrageira de Outono – Inverno.

No âmbito do PRODER existem apoios para a conservação do solo no âmbito da ação “Conservação do Solo”.